dinâmica. os modos de narrativa transformaram-se a partir do momento em que foi possível animar as imagens. grosso modo, o desafio passou a ser de ritmo, sobre como compatibilizar o exercício de revelação – supostamente mais autêntico ou real, portanto, embora mais suportado em imagens, menos imaginado – com a necessidade de tensão que resulta da demora da revelação. no fundamental o princípio e o fim passaram a ser limites independentes da ordem em que são apresentados ou expostos, o que significa que o princípio e o fim deixaram de corresponder necessariamente ao início e ao encerramento da narrativa. o fluxo passou a permitir posições e arrumações dos elementos e momentos narrativos distintos da sequência reportada, proporcionando modos de revelação inéditos. todavia, como sucede em la folie du docteur tube – filme realizado por abel gance -, contar uma história continua a ser também como contar uma história.
Setembro 25, 2010
dinâmica. os modos de narrativa transformaram-se a partir do momento em que foi possível animar as imagens. grosso modo, o desafio passou a ser de ritmo, sobre como compatibilizar o exercício de revelação – supostamente mais autêntico ou real, portanto, embora mais suportado em imagens, menos imaginado – com a necessidade de tensão que resulta da demora da revelação. no fundamental o princípio e o fim passaram a ser limites independentes da ordem em que são apresentados ou expostos, o que significa que o princípio e o fim deixaram de corresponder necessariamente ao início e ao encerramento da narrativa. o fluxo passou a permitir posições e arrumações dos elementos e momentos narrativos distintos da sequência reportada, proporcionando modos de revelação inéditos. todavia, como sucede em la folie du docteur tube – filme realizado por abel gance -, contar uma história continua a ser também como contar uma história.
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Publicado por 3ás
Setembro 6, 2010
da cinestesia à sinestesia. a experiência do cinema em sala é um dos modos de apogeu da modernidade. o assento é individual mas o motivo da presença do espectador é comum e suscitado por algo que transcende a pessoa dele. sucede o mesmo em outras formas e modalidades de experiência, porém a organização da experiência do cinema em sala, enquanto recepção de um produto cultural num espaço arrumado por coordenadas, surge de modo regular, frequente e em lugares diferentes. o acesso à sala de cinema é por franquia individual, franquia que se compra. adquire-se o direito de ver o filme através de um preço e de um pagamento. a solidão do espectador – a individualidade -, a partilha do espectáculo – a comunidade -, a venda e a compra do bilhete – o capitalismo -, a reprodução mecânica e tecnológica do mesmo e único produto cultural – o industrialismo -, as regulação e vigilância públicas da exibição do filme – o estado -, tudo isto é prenunciado e inscrito em qualquer bilhete que permite aceder a uma cadeira numa sala de cinema. na prática o complexo referido – enquanto película social – é um filme como condição da fruição de outro filme, o que significa que quem na condição de espectador em sala de cinema participa simultaneamente em dois filmes, aquele que vê e aquele em que é visto para poder ver aquele que vê.
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Publicado por 3ás