Novembro 25, 2008
as palavras. vêm para constituir o pleno, embora venham como tentativa e não projectadas com convicção ou como lance irrefutável. vêm pelo plano sísmico, são o corpo do choque ao mesmo tempo que o alerta e a causa da respiração pausada, atravessando a assembleia dos princípios e arrumando-se como volume para ser pronunciado, de modo a, após a voz, poder exprimir-se o silêncio, o fundo inteiro e eterno, cujas integridade e eternidade revelam-se justamente pelos rasgos que lhes são infligidos. as palavras são os termos de uma trégua que ronda o silêncio, que o tange, porém nunca o ultrapassa. e a sua inscrição serve a função de alcance do verbo. escritas, as palavras ressoam na oportunidade própria e quando são ditas. são uma forma cheia de nada, preenchida com uma ilusão que é partilhada e, por isso, entrega a comunidade. a voz precipita a sua substância. o ritmo distingue-as da amusia.

Novembro 3, 2008
condição mortal. existindo a possibilidade de existir – e sendo as possibilidades de existir imensas, pelo menos tantas quantos os acertos e os erros possíveis -, a ironia constitui simultaneamente o enredo e o roteiro da existência.

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