até quão o sensível é partilhável? armand, realizado por halfdan ullmann tøndel, é mau. talvez muito mau. a partir de determinado momento comecei a sentir o impulso para sair da sala de cinema. ao princípio não o fiz por admitir que a xaropada cinematográfica haveria de passar, que o filme haveria de encontrar um sentido suportável para quem o estava a ver. mais tarde não o fiz com o propósito estrito de poder testemunhar que, apesar de tudo, suportei o filme até ao fim. é um feito de que não me orgulho. mas que manifesto. não obstante, lamento, lamentarei eternamente, os oito euros e as duas horas que despendi, para poder afirmar que vi armand do princípio ao fim.
Publicado por 3ás