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Cake day: October 13th, 2023

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  • Bem isso mesmo, a tecnologia sendo usada como ferramenta de exclusão de minorias. por enquanto, só exclui gente muito pobre, idosos e as minorias das minorias, que não tem ou quer acesso a sistemas invasivos por motivos variados, gente que “ninguém se importa”. Depois vai abrangendo cada vez mais grupos, como naquela história que contam por aí sobre o crescimento no fascismo. Então quando chegarem nos grupos maiores, aí não terão voz sozinhos para se defender, porque todo o resto já foi silenciado



  • só faltam enviar o dinheiro pra análise do banco central, de tanto que ficam virando e revirando a nota e fazendo o cliente parecer um golpista pra quem tá na fila esperando pra ser atendido.

    Pois eu fico remexendo e revirando o troco da mesma forma, só de raiva kkkkkkkkkkkk

    Mas é algo que me preocupa também. Estamos aumentando nossa dependência cada vez mais de tecnologias que são falhas. Basta uma pane energética ou de comunicação de internet, pra tudo virar o caos, sem qualquer alternativa. Isso pra mim é loucura. pelo menos moro numa cidade de interior e aqui ainda se usa bem o dinheiro físico, mas já estão chegando essas bostas de autoatendimento aos poucos…

    Outra coisa complicada do dinheiro virtual é o uso por crianças. Com dinheiro físico você pode simplesmente dar um dinheiro pra criança comprar um lanche na escola ou algo assim, mas com virtual faz como? Vai dar celular com aesso a conta bancária? cartão de crédito? Inclusive, já tem aparecido na mídia umas notícias de golpes desse tipo: https://www.agazeta.com.br/es/policia/crianca-compra-acai-de-r-24-em-vila-velha-e-mae-recebe-fatura-de-r-650-0226

    tudo isso fora as quesões de privacidade, né. Estamos nos deixando levar por uma pequena comodidade e dando poder pra nos explorarem ainda mais. As diferentes tecnologias pdoeriam muito bem conviver, mas estão tratando uso de tecnologias como uma disputa num tabuleiro de war


  • Isso tudo pra mim é uma grande aberração. Já vi gente ser excluída também por ter um celular com versão do android mais antiga, por ter celular barato com câmera vagabunda que não consegue funcionar o reconhecimento facial, por ter aqueles infames celulares com arquitetura x86 que alguns fabricantes fizeram e depois abandonaram, entre outros. Fora quem simplemente não tem smartphone

    Em qualquer reclamação que se fizer, embora não usem as palavras exatas, sempre dirão indiretamente “se vire e compre um celular novo compatível”. Estamos construindo uma sistema altamente exclusivista e dependente dos eua, e o povo parece ok com isso.






  • Claro. É um pouco difícil falar de forma específica, porque são muitas empresas grandes em muitos aspectos da vida, e venho nesse processo há muito tempo. Pra muitas das coisas, há alternativa direta, mas pra outras não, e a aternativa pode ser fazer outra coisa no lugar, e isso é um conceito que muita gente não gosta. Pr aoutros casos, simplesmente não há como remover a dependência, mas há pelo menos como reduzir a frequência de uso.

    Tentando ser mais específico, vou tentar listar uns exemplos. Mas tudo depende também de como é nossa vida, onde moramos, no que trabalhamos, etc. Porque algumas coisas podem ser mais fáceis ou difíceis, a depender. Essas foram algumas coias que fiz:

    • eu costumava comprar muita coisa em marketplaces, como mercado livre, shopee e cheguei até a usar a praga da amazon, mas percebi que muitas das coisas que comprava estão disponíveis pra compra direta a partir dos sites oficiais das empresas (muitas coisas vinham com o site na própria embalagem). Venho então comprando de alguns armazéns, empórios, mercados e empresas pequenas no geral, que vendem pela internet e entregam normalmente. Com isso, ainda estou economizando dinheiro e percebi que tem nada de grátis no frete grátis que os marketplaces anunciam. Também passei a comprar mais localmente e a sair mais de casa
    • Andei comprando lanches pelo ifood também, e hoje até sinto vergonha disso kkkk. Simplesmente, tudo lá é muito mais caro do que nas lanchonetes, e é a união do lado ruim de comer em casa (não sair e não ter uma experiência diferente) com o lado ruim de comer na rua (comida menos saudável). Parei com isso, excluí a conta e nem passa pela minha cabeça a ideia de voltar. Agora, pra lanchar em casa, compro lanches de padaria ou mercado, e pra fazer algo diferente, vou a algum lugar comer
    • Comecei a evitar industrializados ao máximo. Até aprendi mais ou menos a cozinhar, que era algoque eu me considerava horrível. Esse passo é importante, pois tudo no nosso modo de vida está interligado, e quanto mais industrializados comemos, maior a dependência das grandes empresas, pioramos nossa saúde (depois pra tratar, tome big farma), engordamos (depois muita gente vai a redes de academias pra tentar emagrecer), etc. Isso pra mim foi um dos maiores passos e um que mais me fez bem. Ainda descobri que tem uma feira da roça mais ou menos próxima de mim, e compro várias coisas lá agora.
    • no supermercado, comecei a experimentar marcas nacionais e, preferencialmente, menores e gostei de muitas. Descobri até umas marcas locais (eu preconceituosamente nem imaginava que tinha alguma espécie de indústris na minha cidade de interior). Acabei gostando de muitas das marcas que testei. Também fiz substituição de alguns produtos, como detergente por sabão neutro em barra (gente, detergente é uma coisa muito inútil, de verdade)
    • No lado digital, eu já era usuário de software livre desde quase sempre, então já não tive muito o que mudar. Em relação a redes sociais, simplesmente parei de usar, exceto por essa. No início, ficava agoniado depois que via que tinha nada de novo por aqui e voltava pra outras redes em busca de “conteúdo”. Essas merdas são como uma droga. A gente fica rolando o scroll infinito durante muito tempo e cansamos nossa mente com pouca coisa verdadeiramente útil, e nem conseguimos fazer tarefas complexas depois. Quando parei, tive até sintomas de abstinência, a agonia era muito grande, e só consegui aliviar e esquecer das redes depois que coloquei outras coisas pra ocupar o tempo que passou a sobrar na minha vida. Mais uma vez, a questão toda é uma conjuntura, tentar diminuir a dependência só de um lado é mais difícil do que em tudo ao mesmo tempo. Hoje também nem tenho mais vontade de usal qualquer rede mainstream ou de passar mais tempo online. Não me faz falta, era uma ilusão de necessidade -Tem serviços como youtube, que não tem alternativa e que o povo coloca tudo lá. Não sou 8 ou 80, nem purista. Quando preciso de algo, pesquiso e assisto, mas não fico lá vendo recomendações ou “consumindo conteúdo”. Vejo o que preciso e vou embora. E falando em purismo, mesma coisa com marketplaces. Se precisar de algo que não tiver em mais lugar nenhum, não vou me privar, é algo ocasional, uma vez a cada sei lá quantos meses
    • Em relação a eletrônicos, também não há alternativa na maioria dos casos. O que faço é evitar comprar novos ao máximo e quando precisar, buscar marcas menos piores. Pra ter ideia, meu celular usa micro usb ainda. Uso ele com um sistema lineageos, uso apps foss pra tudo que posso e não sinto a menor necessidade de ter um aparelho novo
    • Com o tempo livre que passei a ganhar, comecei a uma pós graduação e venho me dedicando a projetos do curso, e também passei a me dedicar a novos hobbies artísticos. Isso é importante, porque é preenchendo nossa vida com atividades novas que nos libertamos de verdade de velhos costumes. Curiosamente, mesmo saindo mais, não fiz novas amizades, e ainda tenho perdido umas antigas. isso foi minha únic afrustração, porque pensei que nesse novo estilo de vida teria mais e melhores amizades. Está realmente difícil ter amizades e ver as pessoas “do lado de fora” da economia de atenção é muito estranho, mas isso fica pra outro momento, porque já escrevi demais sem querer, espero não te assutar com o textão kkk

    Bom, não sei se é o que esperava ou se achou tudo muito trivial, mas essa foi minha experiência e as coisas que lembrei de cabeça agora. Se quiser perguntar algo mais específico, fique à vontade






  • É uma forma eficiente de protesto, só bastante difícil de organizar e subestimada pelas pessoas. Pra dar certo, o boicote não pode ser meramente uma “trend” de rede social, mas uma mudança cultural. Quando isso acontece, não tem volta. Pode até não mudar muita coisa na hora, mas faz bastante efeito a longo prazo. Veja por exemplo a rejeição cultural que a tesla está sofrendo na europa. Nem é um boicote explicitamente organizado, mas mais algo como um comportamento emergente, e já fez a empresa perder cair em mais de 40% nas vendas no ano passado. Se continuar assim, vai ficar inviável se manterem no mercado europeu

    O problema também é que as pessoas esperam algo muito rápido dos boiotes, e pra efeito rápido essa não é uma boa abordagem. Só mesmo a greve geral tem efeito rápido, como já comentaram aqui, mas não pode ser simplesmente uma paralisação e pronto. Tem que ser organizada e com um conjunto de pautas antecipadamente comunicadas.

    Pra mim, toda forma de protesto é válida, e incentivo todas. Em relação a boicote, já não compro praticamente nada das grandes marcas, e o melhor disso é justamente a questão que falei das mudanças culturais. Minha vida melhorou depois de abandonar as grandes empresas, e não quero mais voltar atrás. Percebi que não preciso da maioria delas.




  • Tenho visto isso e ficado bem triste. Até pensei que fabricantes chinesas poderiam ter uma perspectiva diferente, mas nada. De um lado, a google restringindo uso de custom rom, fechando aos poucos o android e transformando o celular cada vez mais numa máquina de vigilância, agora a xiaomi trabalhando pra impedir totalmente o uso de sistema que não seja o de fabrica. Daqui a pouco, fabricantes menores seguem o caminho e acabou.

    Como se isso não fosse suficiente, empresas e serviços cada vez mais vão requerindo uso de celular e impedindo uso de computador ou outro dispositivo. Até mesmo o gov br já vem dando uns passinhos pra necessitar de 2fa com celular pra ter acesso.